2026-06-29
Que a revisão não fique num diário: como escrever uma C (avaliação) de qualidade
Se a revisão (C) termina em “hoje estou cansado”, não se liga à melhoria (A). Explicamos como escrever uma revisão de qualidade na ordem fato → interpretação → próximo passo, e como praticá-la no relatório diário.
Por que a revisão vira um diário
Se a revisão fica em impressões como “hoje estou cansado” ou “foi corrido”, isso é um diário, não uma revisão. Só com impressões não surge o que mudar a seguir, então não se liga à melhoria (A) e o PDCA não gira.
Escrever na ordem fato → interpretação → próximo
Uma C (avaliação) de qualidade é decidida pela ordem: o que aconteceu (fato), por que (interpretação) e, portanto, o que fazer a seguir (um passo). Escrito nessa ordem, a impressão vira análise e a análise se liga à ação. O modelo induz essa ordem com naturalidade.
Revisar também o que deu certo
A revisão não é só lamentar os fracassos. Colocar em palavras “por que deu certo” num dia que deu certo transforma esse sucesso em um método reproduzível. Colocar em palavras o que deu certo é tanto material de crescimento quanto lamentar o que deu errado.
Escrever C e A ligados
Quando a revisão (C) é escrita de forma a se ligar diretamente à melhoria seguinte (A), o relatório deixa de ser um diário e vira uma planta da ação. No momento em que se conecta “foi assim (C), por isso a seguir farei isto (A)”, a revisão passa de um registro do passado a um passo rumo ao futuro.
Uma ferramenta para uma cultura de melhoria e avaliação justa que coloca essas ideias em prática.