2026-06-29

Fazer um relatório diário onde se possam escrever os fracassos: a segurança psicológica produz melhoria

Se no relatório só se escreve o que é conveniente, nenhuma melhoria nasce. Explicamos como cultivar, por meio da operação do relatório diário, a segurança psicológica para escrever com tranquilidade os fracassos e os tropeços.

Um relatório sem fracassos não produz melhoria

Quando no relatório só se alinham coisas boas, quem lê fica tranquilo, mas os problemas se escondem sob a superfície e a melhoria para. Os fracassos e os tropeços são justamente a entrada para a melhoria. Um relatório onde eles não são escritos, por mais sereno que seja como reporte, deixa escapar o material para crescer.

Uma atitude que responde sem repreender cria segurança

Diante de um fracasso escrito na C (revisão), se o chefe repreende primeiro ou pensa junto com a pessoa: essa reação decide o que será escrito da próxima vez. Se a atitude de pensar junto, sem repreender, “como evitar da próxima vez” se mantém, quem escreve consegue escrever a verdade com tranquilidade.

Tratar como valioso o compartilhar dos fracassos

Quanto antes um fracasso é compartilhado, mais cedo dá para atacá-lo enquanto ainda é pequeno. Por isso, não negue o próprio fato de ter trazido o fracasso, mas trate como valiosa a ação de trazê-lo cedo. Quando se entende que trazer compensa mais que esconder, também as más notícias sobem naturalmente.

A segurança é o alicerce de uma cultura de melhoria

Só quando existe um estado em que se podem escrever os fracassos é que o PDCA gira da revisão (C) para a melhoria (A). A segurança psicológica não é só questão de gentileza, mas um pré-requisito prático para construir uma organização em que a melhoria perdure. Um lugar seguro produz uma melhoria com os pés no chão.

Uma ferramenta para uma cultura de melhoria e avaliação justa que coloca essas ideias em prática.